Duplas brasileiras do feminino vão às oitavas de final e repescagem em Varsóvia

Publicado em: 13/06/2019 14:36

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 13.06.2019

O Brasil começou com sete vitórias em oito jogos o torneio feminino da etapa quatro estrelas de Varsóvia (Polônia), pelo Circuito Mundial de vôlei de praia 2019. Ágatha/Duda (PR/SE), Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE) e Carol Solberg/Maria Elisa (RJ) venceram seus dois jogos nesta quinta-feira (13.06), avançando direto às oitavas de final. Talita/Taiana (AL/CE) teve um triunfo e um revés, e vão disputar a repescagem do torneio.

Os adversários das oitavas de final serão definidos após disputa da repescagem, na madrugada desta sexta-feira (14.06). No mesmo dia ocorrem também as partidas pelas quartas de final do naipe feminino. Já as semifinais, disputas de bronze e ouro ficam reservadas para o sábado (16.06). Brasil e Estados Unidos são os únicos países com três times já garantidos nas oitavas.

Carolina Solberg e Maria Elisa estrearam com vitória sobre as eslovacas Dubovcova/Strbova por 2 sets a 0 (21/17, 21/15), em 35 minutos. Na partida valendo a primeira posição da chave D, vitória sobre as canadenses Wilkerson e Bansley por 2 a 0 (21/13, 21/18), em 37 minutos, garantindo ida às oitavas de final. Maria Elisa comentou um dos pontos fundamentais nos triunfos: agressividade constante no saque.

"Conseguimos fazer o que temos de melhor, que é o saque, junto com uma tática boa que nos proporcionou boas defesas. Temos que continuar agredindo porque só existem times bons no Circuito Mundial. Vamos dar nosso melhor para buscar a vaga nas quartas de final, e depois pensar nos próximos passos".

Ana Patrícia/Rebecca, cabeça de chave 1 do torneio, venceu na estreia as polonesas Ceynowa/Kloda por 2 sets a 0 (21/15, 21/11), em 29 minutos. Na segunda rodada, valendo a liderança do grupo A, triunfo por 2 sets a 0 (21/13, 21/19) sobre as espanholas Elsa Baquerizo e Liliana Fernandez, em 28 minutos de jogo. Rebecca também comentou o começo com resultados importantes.

"Aqui na Polônia está muito quente, pela manhã com pouco vento, e a areia bastante fofa. Então, se não jogar junto, não se comunicar, vai sofrer. Vamos seguir com essa estratégia de se falar, um levantamento mais próximo. Quem está sacando bem, também está fazendo a diferença, por essa areia bem fofa que dificulta o deslocamento. Encurtar o caminho sem a disputa da repescagem foi importante, vamos nos ajudando em busca dos resultados positivos", declarou. 

No grupo B, Ágatha e Duda, ranking 2 do torneio, largaram com triunfo sobre as polonesas Brzostek/Wachowicz por 2 sets a 0 (21/16, 21/9), em 29 minutos. Horas depois, valendo o primeiro lugar da chave, vitória sobre as italianas Marta Menegatti/Viktoria Orsi Toth por 2 sets a 1 (23/21, 19/21, 15/8), em 47 minutos.

Talita e Taiana tiveram um revés na primeira partida do grupo C, ao serem superadas pelas suíças Nina Betschart e Tanja Huberli: 2 sets a 0 (21/18, 21/18), em 39 minutos. A dupla brasileira conseguiu se recuperar e no duelo seguinte venceu as francesas Chamereau/Jupiter por 2 sets a 0 (21/10, 21/15), em 29 minutos, avançando em terceiro na chave, indo à repescagem do torneio disputado no leste europeu.

Varsóvia já recebeu três torneios no naipe feminino e um no naipe masculino pelo Circuito Mundial, o último deles em 2018. O Brasil conquistou cinco medalhas em Varsóvia, sendo uma de ouro, duas de prata e duas de bronze. As duplas campeãs em Varsóvia recebem 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e uma premiação de cerca de R$ 80 mil.

Na corrida olímpica do Brasil, apenas os eventos de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial, além do Campeonato Mundial, são contabilizados, cada um com peso correspondente. Além disso, os times terão uma média dos 10 melhores resultados obtidos, podendo descartar as piores participações. Só valem os pontos obtidos juntos, como dupla.

A corrida olímpica interna das duplas brasileiras acontece em paralelo à disputa da vaga do país, que segue as regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Cada nação pode ser representada por, no máximo, duas duplas em cada naipe.

Os países possuem quatro maneiras de garantir a vaga: vencendo o Campeonato Mundial 2019; sendo finalistas do Classificatório Olímpico, que será disputado na China, também em 2019; estando entre as 15 melhores duplas do ranking olímpico internacional; vencendo uma das edições da Continental Cup (América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Europa). O Japão, sede, tem uma dupla em cada naipe já garantida.

VEJA OS RESULTADOS DO DIA
http://worldtour.2019.fivb.com/en/713/schedule

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