Alison/Álvaro Filho e Evandro/Bruno já se garantem nas oitavas em Gstaad

Publicado em: 10/07/2019 15:23

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 10.07.2019

O Brasil começou a etapa cinco estrelas de Gstaad (Suíça), válida pelo Circuito Mundial de vôlei de praia 2019, classificando duas duplas às oitavas de final e uma à repescagem no torneio masculino. Evandro/Bruno Schmidt (ES/DF) e Alison/Álvaro Filho (ES/PB) venceram duas vezes nesta quarta-feira (10.07) e saíram em primeiro da chave. André e George tiveram uma vitória e uma derrota, e disputam a repescagem para irem às oitavas.

Guto e Saymon (RJ/MS) perderam a primeira partida da chave e, por isso, só voltam à quadra nesta quinta-feira (11.07). Eles precisam vencer para avançar em terceiro no grupo e se classificarem para a repescagem. A competição segue até domingo (14.07) e é a primeira etapa cinco estrelas da temporada 2019. O torneio também conta pontos para a corrida olímpica brasileira, que define os representantes do país em Tóquio-2020.

Alison e Álvaro Filho tiveram dois jogos duros e também saíram em primeiro do grupo. Eles estrearam em Gstaad superando os poloneses Losiak e Kantor por 2 sets a 1 (21/18, 19/21, 15/9), em 59 minutos. Horas depois, valendo a liderança da chave, eles levaram a melhor sobre os russos Krasilnikov/Stoyanovskiy, que foram campeões do mundo na última semana. Vitória por 2 sets a 1 (14/21, 22/20, 15/12), em 51 minutos.

O adversário das oitavas será definido nesta quinta-feira, após final da fase de grupos e dos jogos da repescagem. Alvinho analisou as vitórias em um dos grupos mais fortes do torneio, mas lembrou que na fase eliminatória isso fica no passado. “Nossa chave era muito dura, times que podem vencer qualquer torneio, inclusive com os atuais campeões do mundo. Foram dois tie-breaks, jogos que demos nosso máximo. Mas a fase de grupos já passou, agora temos que olhar para frente, continuar evoluindo”, disse Alvinho.

A disputa no masculino contou com dois times do Brasil na mesma chave, disputando a primeira posição do grupo F. Evandro e Bruno Schmidt venceram os chineses Peng Gao e Yang Li por 2 sets a 0 (21/15, 21/12), em 30 minutos. André Stein e George começaram o dia superando os letões Samoilovs e Smedins por 2 sets a 0 (21/15, 22/20), em 37 minutos.

Com isso, os dois times brasileiros foram para a disputa da vaga às oitavas e Evandro/Bruno Schmidt levou a melhor e venceu por 2 sets a 0 (21/17, 21/19), em 40 minutos. Os adversários das duas duplas brasileiras nas oitavas de final e repescagem só serão definidos nesta quinta-feira, após disputa dos jogos restantes da fase de grupos.

Já Guto e Saymon acabaram superados na estreia do grupo G, para os espanhóis Herrera e Gavira por 2 sets a 0 (21/17, 21/18), em 33 minutos de duração. Por terem perdido o primeiro jogo, eles voltam à quadra somente nesta quinta-feira, quando terão que vencer os italianos Rossi e Carambula para avançar à repescagem do torneio na Suíça. O duelo ocorre às 5h (de Brasília) e será o primeiro confronto entre os dois times.

A competição em Gstaad rende cerca de R$ 150 mil para os campeões dos naipes masculino e feminino. Ao todo, o torneio distribui cerca de R$ 2,3 milhões em premiação aos atletas, além de oferecer pontuação alta para o ranking internacional – 1.200 para os times vencedores.

Para a corrida olímpica brasileira, disputa interna entre duplas nacionais que tentam representar o Brasil nos Jogos de Tóquio, o título em Gstaad rende 900 pontos, reduzindo 90 pontos para cada posição abaixo (veja quadro em anexo).

Na corrida olímpica do Brasil, apenas os eventos de quatro e cinco estrelas do Circuito Mundial, além do Campeonato Mundial, são contabilizados, cada um com peso correspondente. Além disso, os times terão uma média dos 10 melhores resultados obtidos, podendo descartar as piores participações. Só valem os pontos obtidos juntos, como dupla.

 A corrida olímpica interna das duplas brasileiras acontece em paralelo à disputa da vaga do país, que segue as regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Cada nação pode ser representada por, no máximo, duas duplas em cada naipe.

Os países possuem quatro maneiras de garantir a vaga: vencendo o Campeonato Mundial 2019; sendo finalistas do Classificatório Olímpico, que será disputado na China, também em 2019; estando entre as 15 melhores duplas do ranking olímpico internacional; vencendo uma das edições da Continental Cup (América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Europa). O Japão, sede, tem uma dupla em cada naipe já garantida.

Gstaad é um dos torneios mais tradicionais do Circuito Mundial de vôlei de praia, presente desde 2000, sem ficar nem sequer um ano de fora do calendário. Além disso, também é uma das paradas favoritas dos atletas, em meio ao verão europeu e com a arena cercada pelas montanhas. O Brasil foi campeão oito vezes no naipe masculino e nove no naipe feminino.

O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do voleibol brasileiro